O equilíbrio ambiental aliado com as atividades industriais consiste em uma finalidade a ser alcançada. Esse objetivo será compreendido a partir da observação no âmbito global dos efeitos negativos ocasionados pela própria ação humana. Fenômenos associados às mudanças climáticas e aquecimento do planeta devem-se às emissões de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) entre outros gases aumentam a concentração dos mesmos na atmosfera.
Atualmente permanece o consenso que o aquecimento global iniciou-se a partir da Revolução Industrial, quando se passa a estudar e compreender a maior “variabilidade natural do clima” [1]. Fatos recentes proporcionaram, até para os céticos, aceitar que este calor anormal em diferentes pontos do globo tem contribuído para a degradação de ecossistemas e da biodiversidade. Os países em desenvolvimento, embora ainda permaneçam com menor índice de emissão de gás carbônico, também contribuem para este efeito estufa, uma vez que a má utilização do solo e a constante prática de queimadas influenciam o aumento da poluição atmosférica. Neste contexto, podemos mensurar como este aquecimento global tem provocado danos à preservação da fauna e da flora na Floresta Amazônica. Sendo a Amazônia uma floresta tropical rica em sua biodiversidade, ela também é responsável pela redução da quantidade de dióxido de carbono além da disponibilidade de recursos hídricos existentes na região. Almejada como fonte de interesse internacional, através da exploração dos recursos ecológicos, torna-se preocupante a realidade mencionada nos estudos sobre mudanças climáticas, principalmente nos relatórios das Nações Unidas, que realizam “projeções sombrias sobre os cenários futuros de diversos ecossistemas” [2] e a Amazônia corre o sério risco de desaparecer em poucas décadas. Considerada a região mais rica ecologicamente pela sua biodiversidade, as variações climáticas podem causar grandes perdas para a região Amazônica. Como área de interesse internacional, a questão da defesa desse patrimônio ecológico se constitui um dos pilares defendidos por pesquisadores e ambientalistas.
A defesa da Amazônia, principalmente após fenômenos como a seca e estiagem advindos da mudança no padrão climático nos leva a questionar qual cenário que futuramente presenciaremos e suas conseqüências para comunidades, animais e plantas. Estudos realizados por cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) apontam que uma mudança traumática tenderia para um processo de savanização da região amazônica e conseqüente perda até mesmo de recursos hídricos. No contexto dos estudos, tentaremos encontrar uma solução adequada para a correta utilização dos recursos da floresta e a racionalização dos mesmos. Nossa base de estudo enfocará a redução das queimadas e destruição da floresta; na tentativa de buscar alternativas para o desflorestamento, através da defesa como patrimônio natural, amenizando o impacto produzido pelas ações humanas e também a agricultura mecanizada responsável pela perda da floresta.
Essas mudanças aceleradas na estrutura climática global refletem em diversos ecossistemas do planeta. Somando-se as ações predatórias de desmatamento e degradação ambiental seus efeitos são perturbadores. Entendemos que mesmo sendo pequenas estas possibilidades, tal processo “seria rápido demais para que as populações humanas e os padrões de uso da terra e da vegetação se ajustem” [3]·. O aquecimento global que contribui para alterações climáticas representa uma séria ameaça à maior floresta tropical. Aliada com ações predatórias se torna essencial o esforço pela sua proteção assim como há a necessidade de uma educação ambiental em defesa do patrimônio nacional.
Apesar do “eco ceticismo” [4] na abordagem dos efeitos climáticos relacionado ao aumento da concentração de gases de efeito estufa, seus efeitos já podem ser analisados na região que “detém mais de 20% a água doce da Terra” [5]·. A Amazônia é considerada motivo de orgulho nacional e o interesse internacional deste patrimônio levanta ameaças quanto à possibilidade de sua internacionalização. Estabelecer prioridade geopolítica na região significa a defesa de nossas fronteiras nacionais de forma ecologicamente sustentável reduzindo impactos globais das mudanças nos padrões climáticos que afetam a Amazônia.
As ações de preservação da região perpassam pela análise da ameaça do aquecimento global e a possibilidade de savanização. Estaremos ampliando a abordagem do processo de desertificação dentro do contexto da Teoria do Caos, refinada por Edward Lorenz. A imagem do caos é visualizada a partir da existência de um fator social dinâmico, como a variação climática, resultante do contexto de degradação aleatória proporcionando um quadro de mudanças de ecossistemas e catástrofes ambientais. A seca e a estiagem ocorridas em 2005, apesar das reações em contrário, são resultantes dos processos de degradação ambiental, através de queimadas, exploração madeireira, agricultura mecanizada e a mudança no sistema de chuvas. Essas influências além de favorecer a alteração do clima, provocam efeitos caóticos como mudanças na temperatura oceânica e provocam alterações no regime de chuvas na Amazônia.
Essas circunstâncias iniciais de poluição e aumento do efeito estufa provocam o efeito do caos que se configuram nos eventos climáticos severos em todas as partes do planeta. A Amazônia também se torna uma vítima potencial do caos climático, na medida em que esta possibilidade de desertificação se intensifica sobre a ameaça de perda dos recursos hídricos. A partir dessas análises e objetivando a defesa nacional da floresta tropical ressaltamos neste trabalho a defesa contra esse processo de internacionalização e controle da Amazônia pelos Estados Nacionais desenvolvidos.
[1] Rachel Biderman Furriela. INTRODUÇÃO Á MUDANÇA CLIMÁTICA GLOBAL desafios atuais e futuros. IPAM, 2005.
[2] Em referência a entrevista a vice-presidente do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, Telma Krug realizado pelo Jornal O Globo de 04/04/2007. (Primeiro Caderno)
[3] Martin Rees. HORA FINAL/alerta de um cientista: o desastre ambiental ameaça o futuro da humanidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. (pág. 122)
[4] Okky Souza; Leoleli Carmargo. Aquecimento Global. Megassoluções para um Megaproblema. Sala de Aula,São Paulo,n.7, p.7-16, fev.,2007.
[5] Artigo do autor Oswaldo Braga de Souza e Inês Zancheta de 21/10/2005, Fonte ISA. Disponível em http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1654/seca-amazonia
O presente trabalho procura abordar os efeitos nocivos provocados pela poluição ambiental, principalmente a Variação Climática global (conhecida como Aquecimento Global) De fato essas mudanças se intensificam após a Revolução Industrial , quando a degradação ambiental gera mudanças climáticas (a industrialização estimula o amento de gases de efeito estufa, em virtude da queima de combustível fóssil.)
Procuramos associar essas mudanças aceleradas no clima, com repercussões nas diversas partes do planeta com os efeitos caóticos produzidos por essas alterações. A partir disso utilizamos a Teoria do Caos para explicar e aplicar como que sistemas dinâmicos interagem entre si, produzindo reações caóticas, porém mesmo diante do Caos, podemos visualizar um padrão (um padrão que converge para a destruição de ecossistemas e alterações climáticas), podendo chegar a uma previsão exata desse aumento da temperatura. Na defesa da monografia procuramos analisar a Teoria Caos que dentro do contexto de estudos das Relações Internacionais e dos fenômenos climáticos se tornaram relevantes. Pois a Teoria do Caos explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos, nos quais determinados resultados podem ser instáveis. E na mudança paisagística na Amazônia procuramos abordar o teor da estrutura da poluição atmosférica, associando a degradação ambiental sendo “ajudada” pelo aumento de gases tóxicos levando a caótica mudança do clima e consequentemente tendendo a mudar a dinâmica nas demais regiões do mundo. As procrastinações das causas do aquecimento global levaram as ameaças ambientais antes não imaginadas pelos céticos.
O que os céticos pensam que é o acaso na realidade se torna um fenômeno passível de previsibilidade e gera certa ordem ( padrão)
No caso a teoria de utiliza da palavra atrator, no qual abordamos como fator explicando como o comportamento de um sistema dinâmico, independente do ponto de partida, tem a tendência para convergir para um ponto (atrator).
Podemos observar com uma breve explicação na página 24 como verificam a interação dos sistemas dinâmicos. Pois a Floresta Amazônica depende intrinsecamente do sistema de chuvas e circulação atmosférica e o aquecimento global interagindo no ecossistema influencia a mudança no comportamento climático.
Dentre as previsões referentes ao aquecimento global, poderíamos destacar: aquecimento excessivo da Terra produzindo fenômenos climáticos mais intensos, escassez de água (aumento de desertos, diminuição do fluxo de rios, fome, doenças).
E claro na Amazônia que é o foco central deste trabalho destacamos a ameaça de savanização da floresta tropical, principalmente após os fenômenos de seca e estiagem que ocorreram em 2005. Aqui ressaltamos que a deterioração das florestas e de outros ambientes naturais provocará alterações nos ecossistemas.
OS DESMATAMENTOS E AS QUEIMADAS NA AMAZÔNIA AUMENTAM A CONCENTRAÇÃO DE CARBONO NA ATMOSFERA AFETAM O CLIMA. A PERDA DA FLORESTA TURBINA O AQUECIMENTO GLOBAL QUE, POR SUA VEZ DESREGLA AINDA MAIS O SOFISTICADO SISTEMA NATURAL AMAZÔNICO, FAVORECENDO NOVAS QUEIMADAS, FENÔMENOS CLIMÁTICOS EXTREMOS E A SAVANIZAÇÃO DA FLORESTA.
Grandes secas atingiram a Amazônia no século 20, como em 1925-1926, 1962, 1982-1983 e 1997 e 1998, provocando o aumento das queimadas e graves impactos à população. Todas elas foram atribuídas ao El Niño intenso, fenômenos climáticos periódicos que tem como uma de suas características o aquecimento acima do normal das águas do Pacífico próximas à costa do Equador e do Peru. No entanto, em 2005 foi do outro tipo de anomalia climática que secou o oeste e sul, e não o centro e o leste amazônico, e não como nos anos do El Niño. Estudos indicam que o aquecimento normal de quase 1ºC nas águas tropicais do Atlântico Norte ocasionou a calamidade.
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1 comentários:
isso foi você quem escrever?
pois estou fazendo um trabalho sobre isso, e nas referência colocarei Sara Souza.
poste mais vezes
atenciosamente Jéssica
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